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Nascida em Israel, chegou bem pequenina no Brasil.

Sempre sorridente e turrona, cresceu querendo ser atriz.

Fez vários cursos de teatro, algumas peças e comerciais, mas sucumbiu à barreira familiar para o estrelato.

Fez faculdade de Processamento de Dados (oi?), Educação Física e Psicologia.

Casou, teve um filhote lindo e totalmente da “paz”…

Anos depois escorregou na maionese a caminho da Europa , onde morou por cinco anos.

Voltou em 2002, fez formação em Coaching e hoje traça um caminho onde acredita que as pessoas mudam em qualquer idade, desde que queiram.

Então criou um método para ensinar as pessoas a serem mais descomplicadas e buscarem a tão sonhada felicidade.

Seu propósito é apoiar as pessoas a descobrirem os caminhos possíveis e reais de mudança, assim como aconteceu ao longo de sua vida.

Quando as pessoas são importantes em sua vida, costuma-se guardar, bem nitidamente, nas memórias, o momento em que você as encontrou. É o que normalmente ocorre.

No caso de Tália Jaoui, faço um esforço para tentar resgatar a exata ocasião em que nos vimos pela primeira vez. Sei que foi quando eu estava a liderar a área de Recursos Humanos de alguma das empresas pelas quais passei, tenho certeza de que possuo registros disso em meus alfarrábios, mas ignoro a tentação de procurá-los. Não porque Tália não seja uma pessoa importante, para mim – pelo contrário. Mas porque ela não é normal, então, para que ter um comportamento normal, quando estamos a falar de alguém excepcional?

Tália é isso mesmo: um ponto fora da curva. Ignoro o preciso instante em que nos apresentamos um ao outro nesta vida terrena – penso até já ter convivido com ela em vidas estratosféricas. Mas não deixo de me recordar dos ótimos momentos posteriores que passamos juntos – que não foram tantos, assim… mas quem está preocupado com quantidade?

Passa o filme, agora que escrevo estas linhas, da vez em que, gentilmente, ela me convidou a visitá-la, em seu escritório, na região da Berrini. Presenteou-me com alguns exemplares do livro que estava a lançar, então. Convidei-a a fazer uma apresentação de suas ideias inovadoras na área de gestão de pessoal no CEAP-RH – Centro de Estudos Avançados de Profissionais de Recursos Humanos, grupo informal mais antigo da área, no Brasil.

Facilitados pelas redes sociais, que existem precisamente para isso, continuamos a nos corresponder virtualmente, curtindo as novidades e publicações um do outro, até que surgiu uma nova oportunidade de nos reencontrarmos, pessoalmente.

Tália era apresentadora de um programa que passava num canal do YouTube e tive a honra de ser convidado para uma entrevista. Daquelas que só Tália Jaoui poderia conduzir. Adorei a experiência. O que ela não sabe é que essa entrevista “rendeu juros”. Agora, uma breve abertura de parêntese, para que ela mesma conheça a história.

Algum tempo depois dessa gravação, fui fazer uma apresentação sobre gestão de carreiras numa instituição de ensino superior, localizada fora da capital. Uma das professoras que acompanhava a sua turma, nessa ocasião, aproximou-se de mim, pouco antes de se iniciar o evento, e me confessou: “Assisti a um vídeo seu. Muito interessante o seu pensamento sobre temas usualmente tratados de modo convencional. Discordo de alguns de seus pontos de vista, mas não posso deixar de afirmar que ensejam reflexão.” Pois é… isso que dá juntar Tália e eu num programa!

Quando iniciei este prefácio mencionando que Tália não é normal (como psicólogos que somos, sabemos quantas horas passamos, no curso, discutindo o conceito de “normalidade”), não quis fazer uso do senso comum, para caracterizá-la – e caracterizar a nossa própria relação. Pois seria contradizer a própria noção de excelência que atribuo a ela, como pessoa e profissional.

Isso tudo posto como história, chegamos ao presente, em que Tália acrescenta ao seu repertório um livro que, tirando a obviedade de tratar de assunto de sua especialidade, inova em seu formato, fazendo com que o(a) leitor(a) tenha oportunidade efetiva de refletir e trabalhar sobre o que é o coaching, em sua essência.

Uma outra enorme contribuição da obra é enfatizar a importância do coach em se autoconhecer profundamente – e nisto, certamente, sua formação como psicóloga, antes de tudo (que faço questão de frisar), e suas especializações posteriores lhe dão uma credibilidade enorme, raríssimas vezes encontrada em profissionais que hoje pululam no mercado, ofertando serviços dessa natureza.

Entremeada por relatos de sessões por ela conduzidas que dão vida vivida à sua produção interativa, trata-se de algo inovador – não poderia ser diferente, em se tratando de Tália Jaoui. Uma “jornada”, como ela faz questão de definir. E que eu tenho o inestimável prazer de prefaciar.

Então, chega de conversa fiada e vamos apreciar o que ela nos tem a ensinar. Abramos nossas mentes, sejamos permeáveis à ousadia característica de quem pensa à frente. Desfraldemos nossas velas e, ao sabor dos ventos soprados por Tália, sejamos protagonistas de uma viagem instigante e profunda, capaz de tocar as nossas almas!

Professor Marcos Minoru

Prefácio do livro “A Revolução do Coaching”.

A nossa existência, como indivíduos, está inexoravelmente ligada à existência do tempo, e do uso que fazemos dele, seja em que circunstância for..

Em Quando! Quando… Quando? a palestrante, coach, apresentadora – e agora escritora – Tália Jaoui nos brinda com uma deliciosa coletânea de “quandos”. Os relatos do uso de seu tempo, e portanto de sua vida, são alinhavados por esse intrigante advérbio que denuncia seus pensamentos e reações diante de fatos corriqueiros, como filhos e trabalho, até questões existenciais mais notórias e filosóficas.

Um fato interessante é que, ao relatar e misturar passagens pitorescas e dramáticas, narradas com expressões que carregam a intimidade de um diário pessoal, ou de uma conversa com café na mesa da cozinha, Tália Jaoui nos leva à reflexão de que somos todos “normais”, pessoas que existimos, e que passam pelo tempo.

Essa incomum disposição de se revelar, ou de se deixar observar nas nuances de suas ideias, valores e experiências de vida é reforçada pela presença de fotos pessoais, em momentos marcantes de seus variados “quandos”.

Ler esta coletânea de crônicas, ou de “quandos”, certamente vai levá-lo a reflexões a respeito do uso do seu tempo e da sua vida.

Cássio Barbosa

Editor

Prefácio do livro “Quando! Quando… Quando?”